Mitos respondidos

Existem diversos mitos sobre o veganismo e muitas dessas questões são levantadas diariamente, seja pessoalmente ou pela internet, seja por desconhecidos quanto por pessoas próximas. Listamos algumas das principais mentiras que são comumente propagadas e suas respectivas respostas.

Veganos só comem salada?

Não. A culinária vegetal é muito rica e diversificada. Salada para nós veganos é um acompanhamento importante como para qualquer outra pessoa. Alimentos vegetais são separados pelos grupos: cereais (arroz, milho, trigo etc); leguminosas (feijão, ervilha, grão de bico etc); verduras (brócolis, espinafre, couve etc); legumes (palmito, abóbora, cenoura etc); tubérculos (batata, mandioca, inhame etc); oleaginosas (amendoim, castanha, pinhão etc); e frutas (banana, manga, maçã etc). E a partir de seus derivados podemos preparar diversas receitas como pão, macarrão, bolos, tortas, hamburgueres, panquecas, pastéis, pizzas, strogonoff, lasanhas,
sorvetes, iogurtes e muito mais.

Feijoada vegana também é muito saborosa

É muito caro ser vegano?

Não. Uma dieta baseada em vegetais pode ser mais acessível do que parece, depende das escolhas que você faz ao ir às compras. Vegetais são encontrados facilmente em mercados e feiras, tendo um preço menor que produtos do açougue. Repare quanto de alimento você levaria para casa gastando R$100,00 na feira e quanto você levaria gastando o mesmo num açougue. Maringá conta com mais de 40 feiras livres com alimentos mais variados, mais baratos e mais saudáveis do que os industrializados - veganos ou não veganos - e de quebra ajuda pequenos produtores.

Em média as pessoas gastam muito mais em açougues do que em feiras ou hortifrútis

Veganismo causa anemias?

Não. Exceto em casos onde o indivíduo tenha dificuldades de absorção de nutrientes, a causa de anemias vem do descuido alimentar das pessoas, independente delas serem veganas ou não. Uma alimentação que exclui os derivados animais pode ser perfeitamente adequada às suas necessidades nutricionais sendo balanceada. Segundo a American Dietetic Association (ADA) e o Conselho Regional de Nutricionistas de São Paulo e Minas Gerais (CRN3) as dietas vegetarianas bem planejadas são adequadas a todos os estágios do ciclo vital, incluindo mulheres gestantes, bebês, crianças e idosos. Sendo vegano podemos obter ferro, calcio, ômega, proteínas, vitaminas (mesmo a B12 através de alimentos enriquecidos ou suplementação) e outros nutrientes. Faça exames anualmente  e procure ajuda profissional caso sinta necessidade.

Patrik Baboumian, o homem mais forte da Alemanha é vegano!

Plantas não possuem sistema nervoso

Plantas também sentem dor?

Não. A dor é definida pela International Association for Study of Pain (IASP) como uma experiência subjetiva desagradável, sensistiva e emocional. Quando algo de errado ocorre no organismo estímulos são enviados através do sistema nervoso ao cérebro que devolve uma reação ao local: a dor. Não haveria sentido plantas sentirem dor sem ter a capacidade de correr ou fugir do que lhe faz mal. O conjunto de sensações é chamado de senciência, característica presente apenas no reino animal. Mesmo considerando que plantas sintam algum tipo de dor diferente da nossa, ainda causaríamos menos danos sendo veganos, afinal para alimentar animais da pecuária é necessário toneladas de vegetais. Sendo vegano você poupa os animais e consequentemente muito mais plantas.

Veganos causam maior desmatamento?

Não. Muitos possuem a ideia que ao deixar de comer carne para comer vegetais é necessário desmatar mais e ampliar a área de cultivo. Em média dois terços de soja, milho, aveia e outros alimentos vegetais são destinados à pecuária. Segundo a Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO - ONU), mais de 100 bilhões de animais (aves, bovinos, suínos e outros) são escravizados pela pecuária anualmente, não só para consumo de carne mas também de leite e ovos. Seria preciso muito menos soja, milho e aveia para alimentar 7 bilhões de pessoas, reduzindo assim consideravelmente a área cultivada. Somado a isso existe a área destinada a pastagem, que hoje é a maior causa do desmatamento da Floresta Amazônica.

A pecuária é a principal causa da degradação ambiental no Brasil

Gorilas não comem carnes e possuem caninos muito maiores do que os caninos do ser humano

Evoluímos para o topo da cadeia alimentar?

Não. O nível trófico de uma cadeia alimentar indica a composição da dieta de cada espécie. Um artigo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Science classificou o nível trófico humano utilizando esta escala:

    - Nível 1,0 - Plantas (produtores de alimento)
    - Nível 2,0 - Herbívoros (100% vegetais)
    - Nível 2,5 - Onívoros (50% carne / 50% vegetais)
    - Nível 5,0 - Carnívoros (100% carne e derivados)

Segundo o artigo nossa espécie está classificada em nível 2,21 numa média global, o mesmo que o porco ou uma anchova. Em outras palavras, e ao contrário do que comumente se pensa, os seres humanos são onívoros mais próximos dos herbívoros. Embora nossa espécie tenha evoluído com o consumo da carne, chegamos a uma etapa da evolução onde somos cada vez mais capazes de distribuir alimentos vegetais, os tornando acessíveis. Não usar este conhecimento para evitar o sofrimento de outros seres sencientes é jogar fora nossa evolução.

2020 - ONG Maringá Vegano 

CNPJ 27.018.695/0001-95

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